Governo do Distrito Federal
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26/11/18 às 16h05 - Atualizado em 20/02/20 às 10h29

COORDENAÇÃO DE RAIVA E ENCEFALOPATIAS

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RAIVA

 

A raiva é uma doença aguda do Sistema Nervoso Central (SNC) que pode acometer todos os mamíferos, inclusive os seres humanos. É caracterizada por uma encefalomielite fatal, sendo listada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em seu Código Sanitário para os Animais Terrestres, na categoria das enfermidades comuns a várias espécies. Essa doença é causada por um vírus denominado Lyssavirus, que é usualmente transmitido por contato direto, principalmente pela mordedura de animais contaminados, como os cães, gatos, morcegos ou outros mamíferos silvestres como raposas e saguis.

 

Após um período de incubação variável, geralmente entre 3 e 8 semanas, o vírus atinge o sistema nervoso e podem surgir diferentes sinais da doença, sendo a incoordenação motora, alterações de comportamento e a paralisia progressiva, os mais comuns.

 

Os proprietários e tratadores de animais devem ficar atentos: inicialmente pode ser observado o isolamento do animal, que se afasta do rebanho, apresentando certa apatia e perda do apetite, podendo apresentar-se de cabeça baixa e indiferente ao que se passa ao seu redor. Seguem-se outros sinais, como aumento da sensibilidade, mugido constante, hiperexcitabilidade, salivação abundante e viscosa e dificuldade para engolir (o que sugere que o animal esteja engasgado), dificuldades para se locomover, tremores e contrações musculares involuntárias, quedas, e finalmente a paralisia progressiva e morte. A evolução da doença desde o aparecimento dos sintomas iniciais, até a morte do animal, é de 4-7 dias podendo, em raros casos chegar a 10 dias ou mais.

 

Uma vez iniciados os sinais clínicos da raiva, não há a recuperação dos animais, devendo os casos suspeitos ser acompanhados com atenção por veterinários, equipe da defesa agropecuária, com bastante atenção quando da manipulação destes animais, devido à possibilidade de transmissão do vírus aos seres humanos. Nunca se deve aproveitar para consumo a carne de animais com suspeita de raiva.

 

A principal forma de evitar a doença consiste em imunizar os animais. Proteja seu rebanho vacinando-o contra raiva. Uma vez iniciados os sinais clínicos, não há tratamento e a doença é invariavelmente fatal.

Fonte: Revisão sobre Raiva 2017 – Adaptação de Revisão sobre EEB, medidas de prevenção e vigilância, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

É obrigatória a vacinação contra a raiva dos herbívoros no Distrito Federal. Informe-se sobre o protocolo de vacinação, participe das campanhas e proteja seu rebanho e sua família.

 

O que fazer em caso de suspeita de raiva?

Caso haja algum animal em sua propriedade com suspeita de raiva, apresentando sintomas como os acima descritos, procure o Serviço de Defesa Oficial pelo telefone (61) 33403862. Comunique também a ocorrência de morte súbita em algum animal de seu rebanho.

 

O que fazer em caso de animais atacados por morcegos

Caso ocorra ataque por morcegos aos animais de sua propriedade, procure o Serviço de Defesa Oficial pelo telefone (61) 33403862 para que possamos visitá-la e instruirmos quanto aos procedimentos necessários a serem tomados.
Telefone para notificação – (61) 33403862

 

Legislação

 

INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 5, DE 1 DE MARÇO DE 2002.
Normas Técnicas para o controle da raiva dos herbívoros domésticos.

 

MANUAL TÉCNICO PARA O CONTROLE DA RAIVA DOS HERBÍVOROS 2009.

 

PORTARIA Nº 155 DE 08 DE OUTUBRO DE 2003.
Torna obrigatória a vacinação antirrábica de todos os herbívoros no DF.

 

ENCEFALOPATIA ESPONGIFORME BOVINA

 

A Encefalopatia Espongiforme Bovina – EEB, comumente conhecida como “doença da vaca louca”, é uma enfermidade degenerativa fatal e transmissível do sistema nervoso central de bovinos, com longo período de incubação (4 a 5 anos), caracterizada clinicamente por nervosismo, reação exagerada a estímulos externos e dificuldade de locomoção.
A EEB é uma das doenças do grupo das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis – EET.

 

O agente causador da EEB é denominado de prion (do inglês, proteinaceous infectious particle) ou PrP (prion protein), e é uma proteína encontrada no tecido nervoso de animais infectados. Este agente infeccioso é uma proteína normal que sofre um processo de transformação, originando a forma anormal (PrP), que se replica e acumula nas células do sistema nervoso central, causando a doença.

 

A principal via de transmissão é por ingestão de alimentos contendo farinhas de carne e ossos provenientes de carcaças infectadas pelo prion. Por isso, para se evitar a doença, não se deve alimentar ruminantes com certos produtos de origem animal, principalmente a farinha de carne e ossos.

 

Neste item, a cama de aviário e dejetos de suínos, que não devem ser utilizados como alimento para ruminantes, pois a ração desses animais normalmente é composta por farinha de carne e ossos, e os restos dessas rações, juntamente com as partículas não digeridas do alimento que saem nas fezes contaminam a cama, podendo veicular o agente da EEB, caso presente.

 

A Defesa Agropecuária realiza ações de fiscalização periódicas em propriedades no DF a fim de averiguar o fornecimento irregular de alimentos contendo proteínas de origem animal para ruminantes. O descumprimento das orientações sanitárias pode acarretar em multas e abate dos animais.

 

Não dê cama-de-frango ou outros produtos proibidos aos bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, e denuncie o uso irregular destes produtos! Ajude a evitar o Mal da Vaca Louca no Brasil!

 

Fonte: Cartilha EEB técnica – Adaptação de Revisão sobre EEB, medidas de prevenção e vigilância, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Legislação

 

PORTARIA Nº 516, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1997.

Declara o Brasil livre de encefalopatia espongiforme bovina.

 

 

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 18, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2002.

Normas Técnicas do sistema de vigilância epidemiológica para detecção das encefalopatias espongiformes transmissíveis em ruminantes.

 

 

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 18, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2003.

Normas para bovinos e bubalinos importados de país de risco para EEB.

 

 

INSTRUÇÃO DE SERVIÇO Nº 2, DE 12 DE AGOSTO DE 2003.
Procedimentos e normas para operacionalização do sistema de vigilância epidemiológica para detecção de EET em ruminantes.

 

 

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 8, DE 25 DE MARÇO DE 2004.
Proíbe em todo território nacional a produção, a comercialização e a utilização de produtos destinados à alimentação de ruminantes que contenham em sua composição proteínas e gorduras de origem animal.

 

 

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 49, DE 15 DE SETEMBRO DE 2008.

Estabelece categorias de risco para EEB.

 

 

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 41, DE 08 DE OUTUBRO DE 2009.
Procedimentos a serem adotas na fiscalização de alimentos de ruminantes.

 

SCRAPIE

 

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 15, DE 02 DE ABRIL DE 2008

Aprova os Procedimentos para a Atuação em Caso de Suspeita ou Ocorrência de Paraplexia Enzoótica dos Ovinos (scrapie), o Termo de Responsabilidade, e o Questionário de Investigação Epidemiológica.

 

Para mais informações:

(61) 3340-3862 / 3051-6421

raiva.eeb@seagri.df.gov.br