Governo do Distrito Federal
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18/12/19 às 15h53 - Atualizado em 19/12/19 às 9h40

Operação apreende cerca de 40 toneladas de pescados clandestinos

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Foi deflagrada hoje (18), pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em parceria com a Secretaria de Agricultura (Seagri-DF), através da Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (Dipova), e com o Procon, uma operação que apreendeu cerca de 40 toneladas de pescados clandestinos.

 

A operação Acqua, como foi denominada, monitorava há mais de quatro meses os envolvidos e teve início através de denúncias anônimas. As movimentações dos produtos clandestinos foram acompanhadas e monitoradas pela PCDF, inclusive, com o auxílio de drones.

 

O gerente de Segurança e Qualidade Alimentar da Dipova, Wendel Lago, acompanhou a apreensão dos pescados e comentou sobre o estado do estabelecimento utilizado para o armazenamento dos peixes. “Os pescados são, provavelmente, de origem clandestina e sem registro. Depois que adentramos o local, verificamos que as circunstâncias de conservação e manipulação eram deploráveis. Muita sujeira, ambientes deteriorados, sem controle de temperatura e sem controle de rastreabilidade do produto”, ressaltou.

 

Equipe da Dipova que participou da operação (Da esquerda p/ direita: Wendel Lago, Mateus Martins, Marco Antônio de Azevedo , Mônica Câmara e Allan Queiroz).

 

Segundo Wendel, as sanções para este tipo de atividade ilícita são as mais diversas, como interdição, cassação e perda do registro, além das sanções na esfera penal e cível.

 

O Delegado da divisão de defesa do consumidor (DPCON), Rodrigo Carbone, comentou sobre quais medidas serão tomadas em relação aos crimes cometidos. “Muitas coisas foram apreendidas, além dos pescados, muito material eletrônico e documentos que serão analisados e que podem configurar outros crimes conexos. Somadas, as penas podem chegar até oito anos”, afirmou.

 

Ele ressaltou ainda, que a parceria com a Dipova foi fundamental para o sucesso da operação. “Espero que a gente possa manter e estreitar esses laços que são fundamentais para órgãos que buscam os mesmos objetivos”, ressaltou Carbone.

 

Ascom Seagri-DF