Governo do Distrito Federal
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7/05/18 às 17h14 - Atualizado em 21/10/20 às 9h16

Coordenação de Controle e Erradicação da Febre Aftosa e Doenças Vesiculares

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A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa que compromete a produção pecuária. A vacinação é obrigatória para bois e vacas (bovinos) e búfalos e búfalas (bubalinos). A campanha acontece em todo o Território Nacional.

Períodos de vacinação no Distrito Federal:
– 1º a 31 de maio (vacinação de todos os animais de todas as idades);
– 1º a 30 de novembro (vacinação de animais com até 24 meses).

Declaração da vacinação:

 

A vacinação é obrigatória e de responsabilidade dos proprietários de bovídeos. Os produtores deverão adquirir a vacina contra a febre aftosa e vacinar até o término da campanha de vacinação.

 

A comunicação da vacinação do rebanho deverá ser realizada até 10 dias após o término da campanha de vacinação em um dos escritórios ou via on-line pelo Sidagro Produtor (somente para produtores que adquirem vacinas em revendas cadastradas no Distrito Federal e com informações de rebanho compatíveis com as informações do sistema).

 

Os produtores que possuem mais de 50 cabeças no rebanho bovino e/ou bubalino devem, obrigatoriamente, fazer o uso do sistema para efetivar a declaração (exceto se optarem por adquirir a vacina contra febre aftosa em outro estado ou tenham alteração do número de cabeças incompatíveis com as informações cadastradas).

 

Para comprovar a vacinação nos escritórios é necessário apresentar o formulário de declaração do rebanho e a nota fiscal de aquisição da vacina. O formulário encontra-se disponível clicando aqui, podendo ser obtido também nas revendas de vacina do Distrito Federal.

O documento deverá ser cuidadosamente preenchido após a vacinação do rebanho, discriminando a quantidade de animais existentes e vacinados, de acordo com o sexo e a idade.

O adequado preenchimento das informações evita problemas durante a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e a aplicação de penalidades desnecessárias.

 

 

 

Atenção:

É obrigatória a declaração de todo o rebanho da propriedade mesmo durante a campanha de novembro, quando apenas os animais até 24 meses devem ser vacinados.

Os produtores que não possuírem animais em idade vacinal durante as campanhas de novembro também são obrigados a declarar a composição do seu rebanho.

Os criadores de bovinos e bubalinos que não imunizarem o rebanho contra a febre aftosa durante as campanhas de vacinação estabelecidas devem entrar em contato com um dos escritórios da Defesa Agropecuária da Seagri-DF informados abaixo, para regularização.

 

 

Enquanto não imunizar e não declarar a vacinação os animais, o produtor não tem permissão para transitar com o rebanho e comercializar os produtos cárneos e lácteos obtidos de sua criação.

Informamos que o Decreto nº 36.589, regulamentando a Lei nº 5.224, de 27 de novembro de 2013, trata sobre as medidas de Defesa Sanitária Animal no Distrito Federal. A legislação visa fortalecer o serviço veterinário oficial, aumentando a eficiência das ações de forma a garantir e atestar a sanidade dos rebanhos, gerando maior credibilidade ao sistema pecuário do DF.

Neste dispositivo legal estão estabelecidos os valores de multas para as infrações relacionadas ao não cumprimento das medidas de prevenção, controle e erradicação das doenças cuja ocorrência resulte em significativos impactos à saúde dos rebanhos, à economia e ao meio ambiente, com implicações diretas na comercialização de animais, seus produtos e subprodutos e na saúde pública.

A vacinação é OBRIGATÓRIA para bovinos e bubalinos.
Ovinos, caprinos e suínos não devem ser vacinados contra febre aftosa.
A ação é indispensável para a erradicação da doença que compromete a produção agropecuária, e tem impactos no comércio de produtos no exterior.

A Doença

A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta animais de casco fendido, como bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos. Outros animais também podem contrair a doença, como veados, elefantes, camelos, lhamas e capivaras. Não são afetados cavalos, asnos, mulas e bardotos (cruzamento de cavalo e jumenta).

A Transmissão

A doença é transmitida principalmente pelo contato entre animais doentes e sadios. Mas o vírus também pode ser transportado pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas (mãos, roupas e calçados) que entraram em contato com os animais doentes.

Os Sintomas

Os principais sintomas são febre, vesículas e úlceras na boca, patas e nas tetas, perda de apetite, salivação e manqueira. Ocorre também redução da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva. Pode haver mortes principalmente em animais jovens ou debilitados.

Suspeita da doença

É obrigatório que o produtor notifique o Serviço de Defesa Agropecuária quando observar esses sintomas em seus animais.

Os Impactos econômicos

A disseminação da febre aftosa compromete o sistema produtivo, provoca prejuízos econômicos na produção pecuária e tem um impacto significativo no comércio de produtos agropecuários no exterior. O surgimento da doença provoca uma série de embargos à exportação de animais, de carne fresca e de produtos derivados, pois prejudica o padrão sanitário dos alimentos de origem animal exigido nos acordos de comércio internacional.

Vacinas e vacinação

Devem ser aplicados 2 ml da vacina por animal, pela via subcutânea (embaixo da pele) ou intramuscular (dentro do músculo), na tábua do pescoço do animal. Devem ser vacinados apenas bois, vacas, búfalos e búfalas, de acordo com as etapas dos meses de maio e novembro. O produtor deve informar corretamente a quantidade e idade dos animais vacinados na declaração de vacinação.

Cuidados para o transporte da vacina

Após comprar a vacina contra febre aftosa, o criador deve transportá-la dentro de uma caixa de isopor com gelo suficiente para manter a temperatura entre 2° e 8°C. Assim, ele manterá a qualidade da vacina e garantirá a proteção do seu rebanho.

Durante a aplicação

– Mantenha as vacinas no gelo e protegidas da exposição direta à luz.
– Coloque as seringas automáticas no gelo entre uma aplicação e outra.
– Procure vacinar os animais nos horários mais frescos do dia.
– Aplique 2 ml da vacina por animal, independente da idade, pela via subcutânea (embaixo da pele) ou intramuscular (dentro do músculo), na tábua do pescoço do animal.
– Utilize agulhas limpas e troque-as, pelo menos, após a vacinação de cada dez animais.

Não se esqueça!
É obrigação do produtor, informar corretamente a quantidade e a idade dos animais do seu rebanho. A declaração inadequada pode gerar multas e impossibilidade de emissão da Guia de Trânsito Animal.

Informações e formulários:

REVENDAS DE VACINAS CONTRA FEBRE AFTOSA NO DF

PORTARIA nº 30 de 15 de abril de 2016 – Vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa no DF

IN_44_2007_ – Diretrizes gerais para prevenção e erradicação da Febre Aftosa

Para mais informações:
(61) 3340-3862 / 3051-6421
febreaftosa@seagri.df.gov.br