Governo do Distrito Federal
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27/10/20 às 20h46 - Atualizado em 11/11/20 às 10h18

Começa em novembro a segunda etapa da Campanha de Vacinação Contra Febre Aftosa no DF.

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Bovinos e bubalinos com idade até 24 meses devem ser vacinados nesta fase.

 

Em 1° de novembro terá início mais uma etapa da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa no Distrito Federal. Até 30 de novembro, devem ser vacinados todos os bovinos e bubalinos com idade até 24 meses. Nessa fase da campanha, cerca de 2.700 produtores do DF devem vacinar aproximadamente 34.000 bovinos e 450 bubalinos contra a doença.

“Nos animais mais jovens é necessária uma dose de reforço da vacina para garantir a imunidade. Por isso, na campanha de novembro são vacinados apenas os animais com até 24 meses de idade”, esclarece a coordenadora de controle e erradicação da febre aftosa e doenças vesiculares da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Seagri/DF), Denise Caldeira.

 

A venda de vacinas contra febre aftosa está permitida a partir de 30 de outubro de 2020, em qualquer revenda autorizada no Distrito Federal. Já a Declaração da Vacinação do Rebanho deve ser realizada até 10 de dezembro de 2020, via internet, por meio do sistema Sidagro Produtor, ou presencialmente, em um dos escritórios de atendimento da Defesa Agropecuária da Seagri/DF.

 

Para evitar aglomerações e incentivar a declaração on-line, nesta etapa da campanha os produtores que possuem mais de 50 animais devem, obrigatoriamente, utilizar o sistema Sidagro Produtor para declarar a vacina e o rebanho, exceto se optarem por adquirir as vacinas em outro Estado.

É importante ressaltar que, mesmo os criadores de bovinos e bubalinos que não possuírem animais em idade vacinal durante a campanha de novembro, também são obrigados a declarar a composição do seu rebanho.

 

“O atendimento presencial nos escritórios da Seagri/DF foi restabelecido para recebimento de declaração de rebanho e vacinação. Para garantir a segurança dos produtores e dos servidores, durante o atendimento serão adotadas as medidas de segurança previstas pelas autoridades públicas para controle da pandemia de Covid-19”, destaca Vinícius Campos, diretor de Sanidade Agropecuária e Fiscalização da Seagri/DF.

 

Enquanto não imunizar e não declarar a vacinação dos animais, o produtor não tem permissão para transitar com o rebanho e comercializar os produtos cárneos e lácteos obtidos de sua criação. Também estará sujeito a multas e outras penalidades administrativas, previstas na legislação sanitária vigente.

 

“Na primeira etapa da campanha de 2020, foram vacinados 98% dos bovinos e 100% dos bubalinos, no Distrito Federal, contra febre aftosa. Foi um resultado extremamente positivo em um cenário de tantas restrições e mudanças de procedimentos que estávamos vivenciando nos meses de maio e junho deste ano. Esperamos contar, mais uma vez, com a participação do setor pecuário para vacinação do rebanho. Essa medida é fundamental para manutenção do status de país livre de febre aftosa para o fortalecimento do agronegócio nacional”, afirma Vinícius Campos.

 

A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa. A disseminação da doença pode ocasionar significativos impactos à saúde dos rebanhos, à economia, ao meio ambiente e à saúde pública, com comprometimento da produção pecuária e fortes embargos à exportação de produtos agropecuários.

 

“Hoje o Brasil é considerado livre de febre aftosa com vacinação. Mas nos próximos anos o planejamento é preparar o rebanho brasileiro para avançar e atingir o status de livre de febre aftosa sem vacinação. O comprometimento do produtor com a sanidade do seu rebanho é o primeiro passo para que o consumidor tenha acesso a produtos de origem animal de qualidade, e para que o Brasil possa cada vez mais alcançar mercados novos e mais lucrativos”, afirma Danielle Araújo, subsecretária de Defesa Agropecuária da Seagri/DF.

 

Confira aqui mais informações sobre esta etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa.

 

Ascom Seagri/DF